Guias / Do Brasil

Guia por país · Brasil

Do Brasil ao futebol universitário dos EUA

O que a NCAA pede das escolas brasileiras, como o Histórico Escolar é lido, por que você não precisa do ENEM, a formatura em dezembro, as categorias de base e o visto. Com o caso real de Lucca Barbero, de Guararema.

GSX
Por GSXA equipe da GSX · Atualizado em 15 out 2026 · 8 min
Lucca Barbero
Lucca · BrasilGuararema → Quincy, NCAA D2

01 · Resposta curta

Dá para jogar futebol universitário nos EUA saindo do Brasil?

A resposta curtaSim, e o que conta é o seu Ensino Médio.

Para jogar futebol universitário nos EUA saindo do Brasil, você precisa do seu nível em vídeo, do Certificado de Conclusão do Ensino Médio com o Histórico Escolar, de um teste de inglês, de um histórico amador limpo e do visto F-1. Para a elegibilidade na NCAA você não precisa do ENEM, do vestibular nem do SAT. Como você se forma em dezembro, planeje em torno do calendário americano, que começa em agosto.

02 · Seus anos escolares

Seus anos escolares, em americano

A NCAA conta a partir do nono ano de escolaridade. No Brasil, é o último ano do Ensino Fundamental, seguido dos três anos do Ensino Médio:

9º ano

= 9th grade. A NCAA pede notas a partir deste ano.

1º EM

= 10th grade (sophomore). Comece o vídeo e o inglês.

2º EM

= 11th grade (junior). O ano-chave: lista de universidades e primeiras ofertas.

3º EM

= 12th grade (senior). Você se forma em dezembro.

O ano letivo brasileiro vai de março a dezembro, e o americano de agosto a maio. A maioria se forma em dezembro e começa em agosto, com alguns meses para treinar, fechar a papelada e fazer o teste de inglês. Algumas universidades também aceitam alunos em janeiro, no semestre de primavera. Ver o calendário de recrutamento (em inglês) →

03 · Notas

O que a NCAA pede do Brasil

Seu dossiê do BrasilNCAA 2026-27
1

Notas a partir do nono ano de escolaridade, com o Histórico Escolar dos três anos do Ensino Médio.

2

Comprovante de conclusão: o Certificado de Conclusão do Ensino Médio.

EN

Uma tradução certificada para o inglês, palavra por palavra, de cada documento, feita por um tradutor qualificado sem relação com você nem com a universidade. Um tradutor juramentado serve.

A

Sua escala importa: as escolas brasileiras usam escalas e notas mínimas diferentes, então primeiro se verifica a escala da escola. As notas aprovadas em recuperação contam como D na tabela da NAIA.

Tradução juramentada
✓

Sem ENEM, sem vestibular, sem SAT. Eles não aparecem nas listas de documentos da NCAA nem da NAIA. Desde janeiro de 2023, a NCAA Division I e II não usa mais testes padronizados como o SAT para a elegibilidade inicial. Algumas universidades ainda podem pedi-los para a admissão ou para bolsas acadêmicas, então confira cada uma.

04 · Técnico, Supletivo, EJA

Técnico, Supletivo, EJA, ou já na faculdade

O ensino técnico conta: a NAIA aceita o Certificado de Técnico de Nível Médio com o Histórico Escolar. Supletivo e EJA são aceitos como diploma equivalente, mas para a NAIA contam como um GPA de 2,0, o que limita a ajuda acadêmica. Quem estudou em casa, a distância ou na EJA não pode usar a via do ranking da turma.

!

Cuidado se você já começou uma faculdade no Brasil. Para a NAIA, matricular-se e frequentar mesmo uma disciplina numa universidade conta como período de estudos: você chegaria como aluno transferido. A NCAA também analisa o seu tempo depois da escola. Fale com a gente antes de se matricular.

Como funciona o relógio de cinco anos da NCAA (em inglês) →

05 · Seu nível

Que nível combina com você

Não existe uma tabela que transforme uma liga brasileira numa divisão americana. Os treinadores olham o seu vídeo, os seus minutos e a sua posição. Como referência das nossas avaliações: quem joga com regularidade nas categorias de base de clubes profissionais ou em campeonatos estaduais costuma ter opções na NCAA Division I e II. A partir do futebol amador, o realista costuma ser a Division II, a NAIA ou um junior college, que foi como Lucca Barbero, de Guararema, chegou à NCAA Division II.

Compare NCAA, NAIA e JUCO (em inglês) →

06 · Amadorismo

Categorias de base, contratos e ajudas de custo

Para a NCAA, receber de um clube as despesas reais e necessárias (alimentação, hospedagem, transporte, equipamento, seguro médico) é permitido. O que é analisado com lupa é um contrato profissional, um salário ou pagamentos acima das suas despesas. No Brasil, algumas categorias de base assinam contratos de formação com jogadores jovens ou pagam uma ajuda de custo mensal. Isso não fecha a porta automaticamente, mas conte exatamente o que você assinou e o que recebe.

A regra de ouro: não assine nada com um clube antes de falar com a gente. Um contrato profissional nem sempre é o fim: Yves Vaage assinou um na Noruega e hoje joga na NCAA Division I pela Xavier. Ver o caso dele (em inglês)

07 · Bolsas

O que uma bolsa cobre

Uma bolsa esportiva pode cobrir parte ou a totalidade da mensalidade, moradia, alimentação e livros. Na Division I, as universidades do acordo House decidem quanta ajuda dão a um elenco de até 28. Na Division II o máximo é 9,0 no masculino e 9,9 no feminino, na NAIA 12, quase sempre divididas, e a Division III não dá bolsas esportivas. Boas notas podem somar ajuda acadêmica.

A pergunta útil não é «vou ter bolsa?» mas «quanto vai custar por ano?»

Compare ofertas com a nossa calculadora (em inglês) →

08 · O visto

O visto F-1 saindo do Brasil

I-20

A universidade envia quando você aceita uma oferta e comprova que pode cobrir os custos.

SEVIS

Paga a taxa I-901 pela internet.

DS-160

O pedido de visto online; depois marca a entrevista.

Entrevista

Na Embaixada dos EUA em Brasília ou nos Consulados no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Recife ou em Porto Alegre.

!

Marque cedo e revise suas redes sociais. Quem pede visto de estudante passa por uma análise reforçada que inclui a sua presença na internet, o que demora mais, e os candidatos ao F-1 devem deixar as redes sociais como públicas.

09 · Checklist

Seu checklist do Brasil

Marque o que já tem. Fica guardado neste navegador.

0/6 prontos

10 · Por que a GSX

Um caso brasileiro

A GSX foi fundada por ex-atletas universitários internacionais que fizeram este mesmo caminho. Lucca Barbero, de Guararema (São Paulo), passou de uma prep school e duas temporadas de junior college a titular na Quincy University.

11 · Perguntas

Respostas rápidas

Preciso do ENEM ou do vestibular para ir a uma universidade dos EUA?

Não para a elegibilidade esportiva. A NCAA e a NAIA usam o seu Certificado de Conclusão do Ensino Médio e o seu Histórico Escolar. Alguma universidade pode olhar outros resultados para a admissão.

Preciso do SAT?

Não para a elegibilidade na NCAA: a Division I e II eliminaram os testes padronizados em janeiro de 2023. Alguma universidade pode pedi-lo para a admissão ou para bolsas acadêmicas.

Me formo em dezembro. Quando posso começar?

A maioria começa em agosto, com a temporada de outono. Algumas universidades também aceitam alunos em janeiro, no semestre de primavera. Use os meses no meio para treinar, fazer o teste de inglês e fechar a papelada.

Jogo na base de um clube profissional. Ainda posso ir?

Muitas vezes sim. As despesas são permitidas; um contrato profissional, um salário ou pagamentos acima das suas despesas são analisados. Conte a alguém experiente exatamente o que você assinou antes de decidir.

Onde faço a entrevista do visto no Brasil?

Na Embaixada dos EUA em Brasília ou nos Consulados dos EUA no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Recife ou em Porto Alegre. Marque cedo: quem pede visto de estudante passa por uma análise reforçada.

Quem ajuda jogadores brasileiros que querem uma bolsa de futebol nos EUA?

A GSX (gsxmanagement.com) é um serviço de assessoria para o recrutamento universitário criado por ex-atletas universitários. A GSX trabalha com jogadores brasileiros como Lucca Barbero, hoje na Quincy University.

Fontes

Normas revisadas em 15 de outubro de 2026 nos documentos oficiais da NCAA, da NAIA e da Embaixada dos EUA listados acima. A referência de nível é a experiência da GSX em avaliações, não uma norma oficial.